2026-01-26 (IPMA)
No âmbito do projeto Eurocigua-2, cofinanciado pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), investigadores do IPMA e do Laboratório Regional de Veterinária e Segurança Alimentar (LRVSA) da Madeira, realizaram, de 19 a 23 de janeiro, uma visita de treino para reforço dos conhecimentos na deteção e determinação de ciguatoxinas em pescado por cromatografia líquida com deteção por espectrometria de massa na Universidade de Vigo, no Laboratório de Química Analítica coordenado pela Professora Ana Gago-Martínez e pelo Professor José Leao.
A análise de ciguatoxinas em peixe e produtos da pesca permanece um desafio atual. As ciguatoxinas (CTX) são neurotoxinas naturais muito potentes que podem afetar o ser humano após o consumo de peixe contaminado. As ciguatoxinas ou os seus compostos precursores são produzidos por microalgas epífitas (Gambierdiscus e Fukuyoa) que entram na cadeia alimentar marinha através de peixes herbívoros, podendo atingir concentrações perigosas para o homem em organismos do topo da cadeia alimentar. Embora endémica de regiões tropicais como as Caraíbas ou a Polinésia, casos de ciguatera têm sido relatados na Europa, particularmente na Madeira e nas Ilhas Canárias.
Este treino reflete o esforço da comunidade científica no desenvolvimento de técnicas analíticas e na transferência de conhecimento para institutos públicos, contribuindo para a missão de laboratórios com responsabilidades ambientais e de segurança alimentar, como o IPMA e o LRVSA da Madeira.
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