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Vento Extremo na Tempestade Kristin

Figura 1: Imagem do satélite MTG, produto RGB massa de ar, 05:00 UTC, 28 jan 2026 (EUMETview, portal EUMETSAT). Notória a presença de um padrão acastanhado nas vizinhanças da tempestade Kristin, sinónimo da presença de ar seco2026-01-28 (IPMA)

Foi publicada a nota técnica sobre o vento extremo na tempestade Kristin, em 28 de janeiro de 2026.

Um núcleo depressionário que se formou e desenvolveu no bordo sul da tempestade Joseph, sofreu um processo de ciclogénese explosiva a oeste da costa ocidental portuguesa (com rápida e significativa diminuição de pressão atmosférica no seu centro), no período compreendido entre as 21 UTC de dia 27 e as 03 UTC de dia 28 de janeiro. Este núcleo foi nomeado pelo IPMA como tempestade Kristin.

Esta tempestade sofreu intrusão de ar estratosférico, bastante seco, que ao entrar na sua circulação condicionou e determinou as suas caraterísticas (Figura 1), que foram as de uma tempestade de vento. Trata-se de uma tempestade cujo principal impacto advém da força do vento. As correntes de ar seco vão evaporando e sublimando hidrometeoros (água e gelo), presentes na massa nebulosa, o que contribui para que se torrnem progressivamente mais frias, densas e, consequentemente, acelerem à medida que vão descendo. Em alguns casos, como no presente, essas correntes de ar podem alcançar a superfície junto à extremidade sul da massa nebulosa, onde produzem episódios de vento muito forte, em geral durante poucas dezenas de minutos, mas, frequentemente, bastante destrutivos. O formato do padrão identificável nas observações com satélite e radar meteorológico que se verificou, historicamente, estar associado à presença destas correntes de ar na referida extremidade levou a comunidade científica a designar o fenómeno como corrente de jato do tipo Sting (do inglês, ferrão), bem evidente no presente caso (Figura 2). Em geral, a área onde o vento mais forte ocorre, corresponde a um corredor relativamente estreito à superfície, da ordem de poucas dezenas de quilómetros.

Valores de rajada registados pelas estações meteorológicas do IPMA (UTC= hora local)
- Cabo Carvoeiro, (41.4 m/s), 149 km/h, às 04H00
- Ansião (40,5 m/s), 146 km/h, às 05H30
- Leiria/aeródromo (39,4 m/s), 142 km/h, às 05H:00
- Castelo Branco (38 m/s), 137 km/h, às 06H20
- Fóia (37,6 m/s), 135 km/h, às 06H40
- Tomar/Vale Donas (36,9 m/s), 133 km/h, às 05:30
- Cabo da Roca (36,4 m/s), 131 km/h, às 03H00

Na estação meteorológica da base aérea de Monte Real foi observado um valor máximo instantâneo de 48,9 m/s (175,9 km/h), às 05 UTC. Na maioria destes casos o vento máximo verificou-se em associação direta à presença do Sting, embora no Cabo da Roca e Fóia os máximos tenham sido observados noutras áreas da tempestade. A interação entre os escoamentos atmosféricos e a orografia não permite excluir a possibilidade de que vento com magnitude superior à observada possa ter ocorrido noutros locais

Legenda:
Figura 1 – Imagem do satélite MTG, produto RGB massa de ar, 05:00 UTC, 28 jan 2026 (EUMETview, portal EUMETSAT). Notória a presença de um padrão acastanhado nas vizinhanças da tempestade Kristin, sinónimo da presença de ar seco.

Figura 2 – (a) Imagem de PPI de refletividade (baixa elevação), 05:10 UTC. Visível o padrão da extremidade da massa nebulosa da tempestade Kristin no campo da refletividade (Sting) e assinalado o local da estação Leiria/aeródromo. (b) Imagem de PPI de velocidade Doppler (baixa elevação), 05:07 UTC. Assinalado o local da estação Leiria/aeródromo. Alcance deste produto (100 km) referenciado a circulo preto em (a). O máximo da velocidade Doppler observada (b) coincide com a extremidade da massa nebulosa (a), no momento em que a estação indicada observava a rajada máxima. Radar de Coruche/Cruz do Leão 28 de janeiro de 2026.

 

Imagens associadas

  • Figura 1

    Figura 1

  • Figura 2

    Figura 2

 

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