2026-07-09 (IPMA)
O IPMA publicou os resumos dos boletins climatológicos relativos a Portugal continental, Açores e Madeira referentes ao mês de junho de 2026.
PORTUGAL CONTINENTAL
Junho de 2026 muito quente e muito seco
O mês de junho de 2026 destacou-se pela conjugação de temperaturas persistentemente elevadas, ocorrência de duas onda de calor e precipitação muito inferior ao normal. Estas condições tiveram reflexos na redução da água disponível no solo e no aparecimento de seca meteorológica em várias regiões de Portugal continental.
Temperatura do ar
O valor médio da temperatura média do ar foi 22.41 °C, 2.06 °C acima da normal climatológica 1991-2020, fazendo deste o 4º junho mais quente desde 1931. O valor médio da temperatura máxima foi de 29.35 °C, 2.65 °C acima do normal, correspondendo ao 5º valor mais elevado desde 1931. O valor médio da temperatura mínima, 15.47 °C, com uma anomalia de +1.46 °C, foi o 4º valor mais elevado desde 1931.
As temperaturas elevadas estiveram associadas à ocorrência de duas ondas de calor. A primeira entre 9 e 24 de junho, foi registada em 14 estações meteorológicas, abrangendo regiões do interior Norte e Centro e áreas a sul do Tejo e teve uma duração máxima de 13 dias no distrito de Bragança. A segunda onda de calor iniciou-se a 29 de junho e prolongou-se pelos primeiros dias de julho e abrangeu grande parte das regiões do interior e a zona do vale do Tejo.
Durante o mês foram ainda registados três novos extremos do maior valor da temperatura mínima do ar (Vinhais, Bragança e Montalegre). O valor mais elevado da temperatura máxima do ar foi de 42.7 °C, registado no Pinhão no dia 21 de junho.
Precipitação
Junho foi também marcado por um acentuado défice de precipitação. O valor médio da quantidade de precipitação total mensal foi de apenas 6.9 mm, correspondendo a 30% do valor normal para o período 1991-2020. Foi o 14.º junho mais seco desde 1931 e o 7.º mais seco desde 2000.
No final do mês verificou-se ainda o aparecimento de seca meteorológica nos distritos do litoral Norte e nos distritos a sul de Coimbra, traduzindo a evolução das condições de défice de precipitação observadas durante junho.
ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA
Nas quatro estações de referência (Funchal/Observatório, Chão do Areeiro, Santana e Porto Santo), o mês de junho de 2026 caracterizou-se por valores médios de temperatura do ar superiores à normal e por quantidades de precipitação acumulada inferiores à normal (período de referência 1991-2020).
Temperatura do ar
Durante este mês, as quatro estações de referência apresentaram valores médios de temperatura do ar acima da normal, destacando-se as estações do Funchal/Observatório e do Chão do Areeiro que registaram uma anomalia positiva de +1.2°C e +2.0°C, respetivamente.
Foram ainda registados novos extremos de temperatura para o mês de junho na estação da Selvagem Grande, nomeadamente o maior valor da temperatura mínima e maior valor da temperatura máxima.
Precipitação
Em relação à precipitação, as quatro estações de referência registaram valores acumulados inferiores aos valores da normal. A estação do Chão do Areeiro destaca-se por registar a maior anomalia negativa, – 29.1 mm.
ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES
Junho relativamente quente e seco
A relação entre os desvios médios da temperatura do ar e os desvios relativos da quantidade de precipitação nas estações do IPMA nos Açores, para o mês de junho desde o ano 2000, mostra que junho de 2026 foi relativamente quente e seco.
Nota: as informações que constam no resumo dos Boletins Climatológicos do mês de junho de 2026 para Portugal continental e ilhas, correspondem a uma análise preliminar dos dados disponíveis, até à data da publicação das versões finais.
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