2026-09-02 (IPMA)
O IPMA assinalou, no dia 1 de setembro de 2026, os 130 anos da primeira campanha oceanográfica portuguesa com uma cerimónia a bordo do Navio de Investigação (NI) Mário Ruivo, em Lisboa.
O evento contou com a participação do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, assim como de D. Afonso de Bragança, em representação da Casa Real portuguesa, para além de diversos representantes de instituições nacionais ligadas ao mar.
A efeméride evocou a campanha iniciada pelo rei D. Carlos I, a 1 de setembro de 1896, a bordo do Yacht Amélia (ver imagem), considerada o marco fundador da oceanografia portuguesa. Os trabalhos então desenvolvidos permitiram estudar, de forma sistemática, a costa nacional, as correntes, o plâncton, a fauna marinha e as grandes profundidades, lançando as bases da investigação oceanográfica em Portugal.
A iniciativa marca também o início de uma nova campanha oceanográfica no âmbito da Diretiva-Quadro Estratégia Marinha (DQEM), cuja 1ª estação de amostragem foi realizada a bordo durante o evento, ao largo de Oeiras.
A celebração destacou ainda a renovação do Mário Ruivo, alvo de um investimento de cerca de sete milhões de euros, que reforçou as suas capacidades científicas e operacionais. O navio dispõe atualmente de um conjunto alargado de equipamentos para investigação e monitorização do oceano, incluindo sistemas de sonar e ecossondas, perfilador acústico de correntes e sondas batimétricas multifeixe, que permitem estudar a coluna de água, os recursos marinhos e os fundos oceânicos a grandes profundidades. A instalação de novas máquinas principais e grupos geradores permite igualmente melhorar a eficiência energética e a sustentabilidade operacional, reduzir consumos e emissões e aumentar o número de dias de mar disponíveis para investigação.
O navio regressou recentemente da missão AMPO2026, dedicada ao estudo das Áreas Marinhas Protegidas Oceânicas da Plataforma Continental Estendida portuguesa, realizada entre 15 e 27 de agosto na Crista Média Atlântica, colocando de imediato as novas valências ao serviço da investigação e monitorização do oceano.
Como sublinhou o Presidente do IPMA, José Guerreiro, «hoje, com um NI Mário Ruivo profundamente modernizado, reforçamos a capacidade de Portugal para estudar e monitorizar o oceano e produzir conhecimento essencial à sua proteção e gestão sustentável».
Ao assinalar esta data histórica, o IPMA estabeleceu uma ligação entre o legado científico de D. Carlos I e a atual capacidade nacional para produzir conhecimento, monitorizar o meio marinho e apoiar a sua gestão sustentável, contribuindo para os compromissos de Portugal na conservação da biodiversidade marinha.
Aceder à informação completa no documento abaixo.
Imagens associadas