2026-05-25 (IPMA)
No seguimento da iniciativa de formação realizada pela oceanógrafa do IPMA, Rita Esteves, em colaboração com a Universidade Lusófona da Guiné-Bissau (ULGB), a Guiné-Bissau deu um passo histórico na observação oceânica colaborativa, com a instalação a bordo da embarcação de pesca Jory, de pavilhão guineense, o primeiro dispositivo de observação oceânica do programa FVON-Okinka (Guiné-Bissau), integrado na rede internacional FVON – Fishing Vessel Ocean Observing Network e com o apoio do programa FVON.PT (Portugal).
Trata-se da primeira unidade desta natureza instalada na costa ocidental africana, que passa a transmitir dados em tempo quase real para o portal Fishing Ocean Data Portal, da Ocean Data Network. Através desta plataforma, a Guiné-Bissau torna-se o primeiro país da costa ocidental africana a contribuir com dados de observação oceânica por embarcações de pesca, reforçando a partilha de informação com a comunidade científica internacional e posicionando o país como ator de referência na monitorização do oceano.
Esta iniciativa insere-se na rede internacional FVON (https://www.fvon.org/), que promove a recolha de dados oceânicos a partir de embarcações de pesca, contribuindo para o avanço da observação costeira, uma melhor compreensão das mudanças no oceano e a melhoria das previsões oceanográficas e meteorológicas de curto prazo. Ao colocar a Jory no mapa da FVON, a Guiné-Bissau abre caminho para muitos outros passos futuros, rumo a um conhecimento mais profundo dos mares da costa ocidental africana, à sua proteção e à gestão sustentável dos recursos marinhos.
A instalação a bordo da Jory foi feita por elementos da equipa local do FVON-Okinka (Guiné-Bissau), constituída para o efeito e composta pela investigadora Manuela de Oliveira (ponto focal do IPMA FVON.PT), Luis Colaço e Huna Nambantche (Universidade Lusófona da Guiné-Bissau) e Gualdino Té, Quefade Nunes e Aniceto Quadé (Instituto Marítimo Portuário da Guiné-Bissau).
Esta iniciativa representa um marco na construção de capacidades locais, na cooperação internacional e na monitorização colaborativa do oceano, reforçando o papel de Portugal e do IPMA, em particular, como parceiro estratégico na ciência do mar em África.
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