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Estação Piloto de Piscicultura de Olhão

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Espécies na EPPO

Financiamento

A actividade científica na EPPO é financiada por:

Robalo – Dicentrarchuslabrax

Robalo (Dicentrarchuslabrax)

EN - European seabass, FR - Bar européen, SP–Lubina, NL – Zeebaars; DE - Seebarsch

O robalo é uma espécie de elevado valor comercial, bastante apreciada em Portugal bem como em outros países europeus, devido à firmeza e qualidade da sua “carne”. A par com a dourada, o robalo foi das primeiras espécies marinhas a ser produzida em aquacultura com objectivo comercial.

Esta espécie apresenta um corpo alongado, exibe uma coloração cinzento-prateado e azulado na parte posterior do corpo, enquanto os flancos apresentam uma coloração prateada.

Esta espécie distribui-se ao longo da costa Atlântica, desde o canal da Mancha até ao Senegal, sendo menos frequente no Mar Mediterrâneo. É uma espécie preferencialmente do litoral, bentónica, habitando fundos arenosos e/ou de vasa. Alimentam-se de invertebrados (poliquetas e moluscos bivalves) e pequenos crustáceos. A época de reprodução decorre entre Março e Junho, embora na região Algarvia e na Baía de Cádiz se encontrem registos de outra época de desova entre Setembro e Outubro.

A distribuição desta espécie é ampla, encontrando-se por todo o Atlântico Nordeste, da Noruega ao Senegal, bem como no Mediterrâneo e no mar Negro. Por ser uma espécie eurihalina (adaptação a várias salinidades), pode facilmente ser encontrada em estuários, lagoas, rios e em águas costeiras.

No robalo, a maturidade sexual é atingida mais cedo nos machos (2 - 4 anos) do que nas fêmeas (3 - 6 anos), na região mediterrânica. A reprodução ocorre junto à costa, geralmente entre novembro e abril, quando a temperatura da água se situa entre os 10 a 14 ºC. Ao contrário dos adultos, os juvenis são mais gregários, formando cardumes. Na natureza pode atingir perto dos 50 cm, sendo uma espécie muito apreciada pelos pescadores desportivos.

INVESTIGAÇÃO

No INIP (designação anterior ao IPMA) nas instalações de aquacultura em Olhão, a investigação com o robalo teve início nos anos 80, juntamente com a dourada e o linguado.Nesses primórdios da aquacultura marinha, a prioridade de investigação incidia sobre aspectos relacionados com o a definição dos requisitos biológicos para manter a espécie em cativeiro, tais como condições zootécnicos (temperatura, níveis de oxigénio, fluxo da água, etc.), identificar preferências alimentares, proporção de machos e fêmeas ideal para obtenção de posturas edesenvolvimento de protocolos para o cultivo larvar.Como outras larvas de peixes marinhos, a alimentação da fase larvar é feita com alimento vivo, primeiro rotíferos e depois Artémia. Para o robalo, foi desenvolvida um protocolo, em França, que permite que a primeira presa seja a Artémia. Assim, após a eclosão as larvas de robalo são mantidas a baixa salinidade e às escuras, por um período de cerca de 7 dias, de forma a permitir que as reservas endógenas (vitelo e gota lipídica) sejam utilizadas no lentamente para o crescimento larvar, de forma que aos 7 dias a larva de robalo tem uma boca suficientemente grande para ingerir um nauplio de Artémia.

Actualmente a investigação desenvolvida na EPPO tem incidido na optimização dos níveis de minerais e vitaminas das dietas para robalo, a qual está a ser realizada em colaboração com o sector.